Pesquisa 32

Esta pesquisa, de natureza qualitativa, via análise documental, trata-se do incremento de linha de pesquisa em análise do discurso na Unemat- Campus Universitário de Alto Araguaia e no Programa de Mestrado em Linguística em Cáceres – MT, onde atuamos como professora e orientadora, através de pesquisa que visa investigar como se dão as relações de diálogos em regiões fronteiriças de estados onde a realidade linguística é heterogênea, de modo que suas representações e identidades carecem de estudos formais. Tal empreitada é fruto de discussões entre pesquisadores da Unemat, Uems e outras IES onde já há uma relação de trabalho em andamento através do projeto de pesquisa: Discurso, Identidades e Fronteiras, 


A pesquisa linguística sobre o Contato de Línguas: o português e o guarani no Centro-Oeste brasileiro tem por objetivo apresentar uma análise descritiva do uso do português pelos kaiowá (guarani) que vivem em comunidades indígenas no Centro-Oeste brasileiro, numa região fronteiriça com o Paraguai. Em específico, buscamos descrever fenômenos linguísticos resultantes da situação de contato como adaptações ou acomodações fonéticas, alterações no padrão morfossintático da língua receptora, entre outros.


A Profa. Dra. Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira (UEMS/FUNDECT/CNPq) apresenta a terceira etapa de sua pesquisa sobre a "A Marcha para o Oeste". A professora/pesquisadora ainda desenvolve atividades vinculadas à graduação e pós-graduação dos cursos de Letras da UEMS de Campo Grande-MS. Ainda atua nas atividades do NES - Núcleo de Estudos em Semântica do Acontecimento.

 

Resumo:

Os estudos iniciais sobre a significação na linguagem vêm sendo desenvolvidos desde a antiguidade em disciplinas como a filosofia e a retórica. Porém, conforme Guimarães (2005), após o marco de fundação da semântica como disciplina das significações, com Brèal (1883) e da publicação dos estudos de Saussure (1916), que culminou com a instituição da linguística como ciência, os estudos da significação se desenvolveram em diversas direções (o que pode ser observado, por exemplo, em Guimaraes, 2006; Pinto, 2012; Pires de Oliveira, 2012; Ferrarezi Junior e Basso, 2013).

Cada um dos estudos da significação desenvolvidos atualmente parte da consideração do tratamento da “língua” conforme estabelecido por Saussure, em detrimento da “fala”. Os estudos de Saussure apresentam a língua como um sistema de signos, cujo significado é o mesmo que “conceito”. A esse conceito é atribuída a noção de “valor”, que é estabelecida na relação de um signo com outros signos: “um signo só tem valor enquanto oposto a outro”.  Sendo que o significado de um signo é definido por ele ser o que os outros signos não são. Nessa direção, a relação de significação é estabelecida somente no interior do sistema que é a língua, fora da relação com o mundo (Guimarães, 2005; Pires de Oliveira, 2012).

Nessas relações de sentido apresentadas por Saussure (1915), ao estabelecer a língua como um sistema de signos, é excluído dos estudos da significação o referente, o mundo, o sujeito, e a história. Conforme Guimarães (2005) os estudos da significação, na atualidade, estão tentando inserir esses aspectos em seu objeto. Porém a  definição do objeto da semântica não é tarefa fácil. Conforme Pires de Oliveira (2012), é comum a afirmação de que o seu objeto é o “significado” das palavras e das sentenças, o que já não poderia conceituar a semântica da enunciação, por exemplo. A questão que se coloca, então, é que em qualquer abordagem é preciso primeiramente apresentar uma definição para o que é “significado”.

De acordo com a autora (idem) uma das dificuldades em apresentarmos uma definição para o significado está relacionada ao fato de que ele descreve situações de fala muito diferentes. Por exemplo: Qual é o significado de mesa? (significado de um termo); Qual é o significado dessa atitude? (significado de uma intenção não linguística); Perguntamos sobre o significado de um livro; o significado da vida; o significado do verde no semáforo; o significado da fumaça; e muitos outros.

Se essas questões todas se tornam um empecilho para a apresentação de uma definição para o “significado”, então há várias formas de defini-lo. Havendo, portanto, várias semânticas, cada uma elegendo sua noção particular de significado, respondendo diferentemente à questão da relação linguagem e mundo.

Desse modo, a significação é considerada como “uma relação entre elementos linguísticos”, entre as palavras na língua. Por exemplo: residência, casa, prédio tem relação entre si pela significação, mas não tem relação com carro, que teria relação com automóvel, caminhão, veículo. Estamos diante de uma posição estruturalista - para Saussure (1915) o significado é essa relação (por oposição) entre elementos linguísticos (signos).

Para além da compreensão da significação apenas como estrutura podemos considera-la como “uma relação entre elementos linguísticos e o mundo”. Desse modo a significação de casa é a sua relação com algo no mundo que é uma casa. Para essa posição deve ser considerado o sentido do enunciado, da sentença em que as palavras funcionam, considerando o que a palavra traz para a significação da frase.

“O que orienta a consideração da significação é a relação da frase, e das expressões que a compõem, com as situações no mundo às quais as frases se relacionam. A significação da frase são as condições nas quais ela é verdadeira”[1].

            A Semântica da Enunciação, herdeira do estruturalismo, parte da estrutura para analisar a “significação”. Essa Semântica combina a consideração da língua como estrutura, mais a colocação da língua em funcionamento pelo locutor, mais a relação do funcionamento da língua com suas condições sócio-históricas. Sendo a enunciação definida como o acontecimento no qual a língua funciona e, desse modo, constitui o sentido e, ao constituir sentido, constitui aquele que fala enquanto locutor e a seu interlocutor como destinatário[2] (GUIMARÃES, 1989, 1996, 2001, 2002, 2004, 2005).

            Conforme apresentamos acima, os domínios da Semântica são muitos e as abordagens da significação diferenciadas, pois cada proposta apresenta sua definição para esse termo. Assim, se por um lado, há uma diversidade de semânticas o que dificulta o estudo de todas elas, por outro, essa diversidade de estudos da significação permite uma maior compreensão do seu objeto. Na sequência apresentaremos o modo como a Semântica Formal aborda a significação.



[1] Essa questão será melhor abordada mais a adiante.

[2] A abordagem dessa teoria será melhor apresentada a seguir ao tratarmos da relação entre Semântica e Pragmática.


UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL

UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CAMPO GRANDE

MESTRADO PROFISSIONAL EM LETRAS

QUALIFICAÇÃO DE PROJETO

 

Data: 28/03/2017

Projeto: Leitura e Produção Textual no Ensino Médio

 

Orientada: Eliana Costa Bessa

 

Orientador: Prof. Dr. Marlon Leal Rodrigues

 

Banca de Qualificação de Projeto

 

Prof. Dr. Marlon Leal Rodrigues

Prof. Dr. Miguel Eugenio Almeida

Profa. Dra. Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira

 


Prof. Dr. Taisir Mahmudo Karin - UNEMAT

 Local: Auditório da UEMS – Campo Grande - MS

Data: 01/06/2016 (Quarta-Feira)

Hora: 19h


 Profa. Dra. Marilia Vieira – supervisão de pós-doutoramento – NUPESDD/UEMS, supervisionada pelo Prof. Dr. Antonio Carlos Santana de Souza – UEMS/Campo Grandes-MS.


 

A proposta deste trabalho é investigar (refletir) a forma como “sujeitos” (ORLANDI, 2012), tidos como marginalizados ou marginais aos “discursos” (idem) circulantes na sociedade, se constituem e são constituídos a partir do “sentido” (PÊCHEUX,1999) de sua resistência às posições de consenso/estabilizadas, discurso do senso comum. Nesse sentido, os sujeitos participantes e inscritos, que na sua corporeidade ou discursivamente da “Marcha das Vadias” se apresentam como constitutivos/constituintes de um espaço material e simbólico de resistência discursiva a uma posição sujeito de consenso para a “discursividade” (ORLANDI, 2001) da mulher.

Nossa proposta pressupõe que as posições sujeito historicamente institucionalizadas são submetidas a constantes pressões que visam desestabiliza-las de um lado e ao mesmo tempo de outro no jogo das “tensões” (idem). Por outro lado, posições sujeito submetidas, no dizer de Orlandi (2012, p. 227) ao “processo de alienação”, resistem a esse processo. Se para Pêcheux (1999) era o “mau sujeito”, para Orlandi é o sujeito da resistência. 



                                 

                        PROGRAMA DE MESTRADO ACADÊMICO EM LETRAS

CEPAD – CENTRO DE PESQUISA EM ANÁLISE DO DISCURSO

NEBA - NÚCLEO DE ESTUDOS DE BAKHTIN   

 PALESTRA

“Discurso e desigualdade social”

Profa. Dra. Gláucia Muniz Proença Lara


Este trabalho pretende ser uma reflexão e ao mesmo tempo uma realização prática da produção de texto na modalidade escrita, por alunos do segundo ano do ensino médio de duas escolas públicas da rede estadual de ensino em Campo Grande, sendo que em uma das escolas, a escolha deverá recair sobre os aspectos de funcionamento em turno matutino e de localização periférica, a outra por sua vez deverá ser de funcionamento em turno vespertino e de localização central.


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