CONTATO DE LÍNGUAS TIPOLOGICAMENTE DISTINTAS: O KAIOWÁ E PORTUGUÊS Leopoldo Silva / Arquivo pessoal

CONTATO DE LÍNGUAS TIPOLOGICAMENTE DISTINTAS: O KAIOWÁ E PORTUGUÊS

Projetos Written by  Terça, 02 Fevereiro 2016 00:00 font size decrease font size increase font size
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A pesquisa linguística sobre o Contato de Línguas: o português e o guarani no Centro-Oeste brasileiro tem por objetivo apresentar uma análise descritiva do uso do português pelos kaiowá (guarani) que vivem em comunidades indígenas no Centro-Oeste brasileiro, numa região fronteiriça com o Paraguai. Em específico, buscamos descrever fenômenos linguísticos resultantes da situação de contato como adaptações ou acomodações fonéticas, alterações no padrão morfossintático da língua receptora, entre outros.

Para tanto, valemo-nos de noções sociolinguísticas e etnográficas para analisar a realização desses fenômenos linguísticos. O kaiowá é tido como dialeto guarani, língua pertencente ao subgrupo I da família tupi-guarani, tronco tupi (Rodrigues, 1994) que, junto ao nhandewa e ao mbyá, no Brasil, constituem o ‘guarani atual’. Esta língua, por sua vez, não pode ser estudada em sua plenitude, senão tratando fundamentalmente de cada variedade em específico, portanto, tratamos aqui da língua kaiowá (guarani). Tem-se, ainda, que atualmente não se pode asseverar sobre o grau de contato entre o português e a grande maioria das línguas indígenas brasileiras, tendo em vista que algumas dessas línguas ainda necessitam de estudos linguísticos e antropológicos, bem como, são, em menor número, os estudos que se ocupam desse tipo de situação de contato linguístico. Tal fato levou-nos a tratar de uma das situações de contato linguístico vivenciado ainda hoje no Brasil. No caso, o contato entre a língua guarani e a portuguesa, que coexistem nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste brasileiras.

Palavras-chave Línguas indígenas. Kaiowá. Português indígena. Contato de línguas.

Profa. Dra. Valéria Faria Cardoso – UNEMAT.

Projeto de pós-doutoramento desenvolvido no Programa de Mestrado em Letras da UEMS, Unidade Universitária de Campo Grande.

 

Vinculado ao NEAD – Núcleo de Estudos em Análise do Discurso.

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