SISTEMA DE REFERÊNCIAS CRUZADAS NA LÍNGUA TERENA (ARUAK) - PROFA. DRA. VALÉRIA FARIA CARDOSO

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PROJETO DE PESQUISA:SISTEMA DE REFERÊNCIAS CRUZADAS NA LÍNGUA TERENA (ARUAK)

Profa. Dra. Valéria Faria Cardoso (UNEMAT - Alto Araguaia)

Pesquisa de pós-doutoramento, bolsa CAPES/PNDN vinculado ao Mestrado Acadêmico em Letras de Campo Grande-MS.

 

 

Resumo:

 

Desde a década de 70 tem-se desenvolvido várias pesquisas linguísticas referentes aos sistemas de marcação de caso e seus respectivos alinhamentos (Zúñiga, 2006 apud Corbera Mori, 2009). Os estudos funcional-tipológicos analisam os sistemas de marcação de caso considerando os seguintes padrões morfossintáticos: os paradigmas verbais (transitivo/intransitivo); o sistema de referência cruzada; as funções gramaticais dos sintagmas nominais (SNs); a ordem das palavras e o tratamento do padrão gramatical (ergativo, acusativo, cindido etc). É a partir da explanação teórica do tema desenvolvida a partir da abordagem funcional-tipológica baseada nos trabalhos de Palmer (1994), Blake (1994); e, principalmente, nos trabalhos de Dixon (1979 e 1994) que se propõe uma análise primeira do sistema de referências cruzadas na língua terena (aruak). A língua terena, da família aruak, é falada em comunidades indígenas circunvizinhas aos municípios sul-mato-grossenses Miranda, Campo Grande, Nioaque, Aquidauana entre outros. Neste trabalho, expomos a padronização de afixos pronominais em palavras verbais que ocorrem como mecanismo de referência cruzada entre um verbo contendo afixos que marquem a pessoa e/ou número em concordancia a um determinado SN. Em geral, se um conjunto de afixos correfere-se a um SN de função de S ou A, com outro conjunto de afixos diferente para correferir-se ao SN em função de O, esta língua pode ser caracterizada como nominativa-acusativa no nível intra-clausal. A característica de língua ergativa dá-se quando um conjunto de afixos correfere-se a S ou a O, e outro conjunto de afixo refere-se a A. Por fim, ressaltamos que nossa pesquisa linguística baseia-se numa metodologia de trabalho de campo preconizada por autores descritivistas como Samarin (1967), Comrie & Smith (1977) e Bouquiaux (1992).

Palavras-Chave: Línguas indígenas. Terena. Referência cruzada. Caso.

 

 

 

 

Read 2401 times Last modified on Terça, 05 Abril 2016 01:24