Pesquisa 32

Nesta sexta-feira (26/02), às 14:30h a Profa. Michelli Fernanda de Souza defendeu sua dissertação, Mestrado Acadêmica da UEMS de Campo Grande, pesquisa titulada de “Discursividade sobre Violência Física e Simbólica no Ambiente Escolar”. O trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Marlon L. Rodrigues, a banca foi composta, além do orientador, pela Profa. Dra. Nara Maria de Fiel Quevedo Sgarbi (UNIGRAN), Prof. Dr. Antonio Carlos Santana de Souza (UEMS/CEPAD).  

A pesquisa abordou os discursos sobre violência física e simbólica na escola, considerando o ambiente escolar é marcado por sua historicidade, espaço que se constitui de práticas discursivas e não discursivas cujo objetivo está voltado para formação do cidadão a partir de um conjunto de saberes e conhecimentos, no entanto, a escola tem sido um lugar de “constrangimento, violência, coação, força física, agressão moral” etc. A escola não está imune aos discursos que circulam socialmente, pois a escola é um dos espaços que compõem o sentido de sociedade.

 

Em breve a dissertação estará disponível no site do Mestrado Acadêmico.


Profa. Dra. Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira, NEAD/UEMS/FUNDECT/CNPq

No dia 02 de maio de 2016 reuniu-se na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, na sala 09 do piso superior do Bloco Azul, a equipe de pesquisadores que compõem o projeto: “Os sentidos de índio na marcha para Oeste: uma análise na mídia jornalística de Mato Grosso/Mato Grosso do Sul”.


 Local: UFMT – Cuiabá-MT

Data: 16/08/2016

 

 CARLA ALEXSANDRA DO CARMO RIBEIRO


RELATÓRIO PARCIAL DE PESQUISA PÓS-DOUTORAL

 

A) TÍTULO DO PROJETO DE PESQUISA:

MARCADORES DE PESSOA E SISTEMA DE CASO EM TERENA

 

B) NOME COMPLETO DO COORDENADOR DO PROJETO E DOS INTEGRANTES DA EQUIPE EXECUTORA:

 

VALÉRIA FARIA CARDOSO – COLABORADORA (BOLSISTA PÓS-DOUTORAL/UNEMAT – CAPES/PNDN


A Profa. Dra. Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira (UEMS/FUNDECT/CNPq) apresenta a terceira etapa de sua pesquisa sobre a "A Marcha para o Oeste". A professora/pesquisadora ainda desenvolve atividades vinculadas à graduação e pós-graduação dos cursos de Letras da UEMS de Campo Grande-MS. Ainda atua nas atividades do NES - Núcleo de Estudos em Semântica do Acontecimento.

 

Resumo:

Os estudos iniciais sobre a significação na linguagem vêm sendo desenvolvidos desde a antiguidade em disciplinas como a filosofia e a retórica. Porém, conforme Guimarães (2005), após o marco de fundação da semântica como disciplina das significações, com Brèal (1883) e da publicação dos estudos de Saussure (1916), que culminou com a instituição da linguística como ciência, os estudos da significação se desenvolveram em diversas direções (o que pode ser observado, por exemplo, em Guimaraes, 2006; Pinto, 2012; Pires de Oliveira, 2012; Ferrarezi Junior e Basso, 2013).

Cada um dos estudos da significação desenvolvidos atualmente parte da consideração do tratamento da “língua” conforme estabelecido por Saussure, em detrimento da “fala”. Os estudos de Saussure apresentam a língua como um sistema de signos, cujo significado é o mesmo que “conceito”. A esse conceito é atribuída a noção de “valor”, que é estabelecida na relação de um signo com outros signos: “um signo só tem valor enquanto oposto a outro”.  Sendo que o significado de um signo é definido por ele ser o que os outros signos não são. Nessa direção, a relação de significação é estabelecida somente no interior do sistema que é a língua, fora da relação com o mundo (Guimarães, 2005; Pires de Oliveira, 2012).

Nessas relações de sentido apresentadas por Saussure (1915), ao estabelecer a língua como um sistema de signos, é excluído dos estudos da significação o referente, o mundo, o sujeito, e a história. Conforme Guimarães (2005) os estudos da significação, na atualidade, estão tentando inserir esses aspectos em seu objeto. Porém a  definição do objeto da semântica não é tarefa fácil. Conforme Pires de Oliveira (2012), é comum a afirmação de que o seu objeto é o “significado” das palavras e das sentenças, o que já não poderia conceituar a semântica da enunciação, por exemplo. A questão que se coloca, então, é que em qualquer abordagem é preciso primeiramente apresentar uma definição para o que é “significado”.

De acordo com a autora (idem) uma das dificuldades em apresentarmos uma definição para o significado está relacionada ao fato de que ele descreve situações de fala muito diferentes. Por exemplo: Qual é o significado de mesa? (significado de um termo); Qual é o significado dessa atitude? (significado de uma intenção não linguística); Perguntamos sobre o significado de um livro; o significado da vida; o significado do verde no semáforo; o significado da fumaça; e muitos outros.

Se essas questões todas se tornam um empecilho para a apresentação de uma definição para o “significado”, então há várias formas de defini-lo. Havendo, portanto, várias semânticas, cada uma elegendo sua noção particular de significado, respondendo diferentemente à questão da relação linguagem e mundo.

Desse modo, a significação é considerada como “uma relação entre elementos linguísticos”, entre as palavras na língua. Por exemplo: residência, casa, prédio tem relação entre si pela significação, mas não tem relação com carro, que teria relação com automóvel, caminhão, veículo. Estamos diante de uma posição estruturalista - para Saussure (1915) o significado é essa relação (por oposição) entre elementos linguísticos (signos).

Para além da compreensão da significação apenas como estrutura podemos considera-la como “uma relação entre elementos linguísticos e o mundo”. Desse modo a significação de casa é a sua relação com algo no mundo que é uma casa. Para essa posição deve ser considerado o sentido do enunciado, da sentença em que as palavras funcionam, considerando o que a palavra traz para a significação da frase.

“O que orienta a consideração da significação é a relação da frase, e das expressões que a compõem, com as situações no mundo às quais as frases se relacionam. A significação da frase são as condições nas quais ela é verdadeira”[1].

            A Semântica da Enunciação, herdeira do estruturalismo, parte da estrutura para analisar a “significação”. Essa Semântica combina a consideração da língua como estrutura, mais a colocação da língua em funcionamento pelo locutor, mais a relação do funcionamento da língua com suas condições sócio-históricas. Sendo a enunciação definida como o acontecimento no qual a língua funciona e, desse modo, constitui o sentido e, ao constituir sentido, constitui aquele que fala enquanto locutor e a seu interlocutor como destinatário[2] (GUIMARÃES, 1989, 1996, 2001, 2002, 2004, 2005).

            Conforme apresentamos acima, os domínios da Semântica são muitos e as abordagens da significação diferenciadas, pois cada proposta apresenta sua definição para esse termo. Assim, se por um lado, há uma diversidade de semânticas o que dificulta o estudo de todas elas, por outro, essa diversidade de estudos da significação permite uma maior compreensão do seu objeto. Na sequência apresentaremos o modo como a Semântica Formal aborda a significação.



[1] Essa questão será melhor abordada mais a adiante.

[2] A abordagem dessa teoria será melhor apresentada a seguir ao tratarmos da relação entre Semântica e Pragmática.


PROJETO DE PESQUISA: DISCURSOS INAUDIVEIS: OPRESSÃO E RESISTÊNCIA- GÊNERO E IDENTIDADE ENTRE MIGRANTES HAITIANAS.

Supervisão de Estágio Pós-Doutoral junto ao Mestrado Acadêmico em Letras da UEMS de Campo Grande-MS.

Pesquisa desenvolvida pela Profa. Dra. Irenilda Angela dos Santos (UFMT-Cuibá-MT) junto ao NEAD - Núcleo de Estudos em Análise do Discurso.


O SUJEITO E SEUS INTERDITOS: A MARCHA DAS VADIAS

Terça, 02 Fevereiro 2016 00:00 Written by

 

A proposta deste trabalho é investigar (refletir) a forma como “sujeitos” (ORLANDI, 2012), tidos como marginalizados ou marginais aos “discursos” (idem) circulantes na sociedade, se constituem e são constituídos a partir do “sentido” (PÊCHEUX,1999) de sua resistência às posições de consenso/estabilizadas, discurso do senso comum. Nesse sentido, os sujeitos participantes e inscritos, que na sua corporeidade ou discursivamente da “Marcha das Vadias” se apresentam como constitutivos/constituintes de um espaço material e simbólico de resistência discursiva a uma posição sujeito de consenso para a “discursividade” (ORLANDI, 2001) da mulher.

Nossa proposta pressupõe que as posições sujeito historicamente institucionalizadas são submetidas a constantes pressões que visam desestabiliza-las de um lado e ao mesmo tempo de outro no jogo das “tensões” (idem). Por outro lado, posições sujeito submetidas, no dizer de Orlandi (2012, p. 227) ao “processo de alienação”, resistem a esse processo. Se para Pêcheux (1999) era o “mau sujeito”, para Orlandi é o sujeito da resistência. 


Nesta sexta-feira (04/03), às 14:30h a Luciana Gomes da Silva defendeu sua dissertação, Mestrado Acadêmica da UEMS de Campo Grande, pesquisa titulada de “O Discurso da Cobertura Jornalística das Eleições Presidenciais de 2014: uma análise das posições ideológicas da ‘Veja” e “Carta Capital””. O trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Marlon L. Rodrigues, a banca foi composta, além do orientador, pelo Prof. Dr. José Barreto dos Santos, Profa. Dra. Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira.


“poucos alunos defendem a dissertação de mestrado com um grau de maturidade intelectual igual a do João Paulo, para o Mestrado e para nós é um privilégio ler esta dissertação, só não aprovamos com louvor porque não há mais no regulamento, é uma pena”.

O CEPAD parabeniza João Paulo Oliveira pela conquista de muitas outras que viram.


Página 1 de 3