Pesquisa 32

Por: Emmanuelly Castro | Postado em: 14/06/2016

Campo Grande (MS) – O programa de Mestrado em Letras de Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), da unidade de Campo Grande lançou edital aberto para inscrição de alunos especiais, no segundo semestre de 2016.


PROJETO DE PESQUISA:SISTEMA DE REFERÊNCIAS CRUZADAS NA LÍNGUA TERENA (ARUAK)

Profa. Dra. Valéria Faria Cardoso (UNEMAT - Alto Araguaia)

Pesquisa de pós-doutoramento, bolsa CAPES/PNDN vinculado ao Mestrado Acadêmico em Letras de Campo Grande-MS.


Mesa Redonda: O Discurso Sobre o Gênero em Questão

Sábado, 02 Julho 2016 00:00 Written by

No dia 27/06, segunda-feira, professoras que defenderem recentemente suas dissertações/pesquisas no Mestrado em Letras da UEMS de Campo Grande, participaram de uma mesa para discutir gênero na UEMS: Profa. Ma. Melly Fatima Goes Sena - A Identidade Discursiva Do Sujeito Masculino Nas Cartas Do Editor Da Men’s Health; A Profa. Ma. Soraia Aparecida Roques Pereira - A Discursividade Feminina A Partir Do “Bumbum”: Uma Questão De Identidade e a Profa. Ma. Vicentina Dos Santos Vasques Xavier – A Mulher “Na Boca Do Povo” – Os Ditos No Discurso Do Senso Comum.


Prof. Me. Celso Abrão dos Reis (UEMS/CAPES/CEPAD)

A palestra foi constituída pela perspectiva AD Orlandiana, analisando-se alguns discursos sobre o “tema” (RODRIGUES) Integração Bioceânica Atlântico-Pacífico,


“poucos alunos defendem a dissertação de mestrado com um grau de maturidade intelectual igual a do João Paulo, para o Mestrado e para nós é um privilégio ler esta dissertação, só não aprovamos com louvor porque não há mais no regulamento, é uma pena”.

O CEPAD parabeniza João Paulo Oliveira pela conquista de muitas outras que viram.


Nesta quarta-feira, às 14 horas, na FUNDECT, reuniram-se o Diretor Presidente, Prof. Dr. Davi José Bungenstab, Diretor Científico Prof. Dr. Márcio de Araújo Pereira, juntamente os coordenador do NUPESDD, Prof. Dr. Antonio Carlos Santana de Souza, coordenador do NEAD, Prof. Dr. Marlon Leal Rodrigues e o Prof. Me. Ricardo Leite de Albuquerque.


RELATÓRIO PARCIAL DE PESQUISA PÓS-DOUTORAL

 

A) TÍTULO DO PROJETO DE PESQUISA:

MARCADORES DE PESSOA E SISTEMA DE CASO EM TERENA

 

B) NOME COMPLETO DO COORDENADOR DO PROJETO E DOS INTEGRANTES DA EQUIPE EXECUTORA:

 

VALÉRIA FARIA CARDOSO – COLABORADORA (BOLSISTA PÓS-DOUTORAL/UNEMAT – CAPES/PNDN


A Profa. Dra. Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira (UEMS/FUNDECT/CNPq) apresenta a terceira etapa de sua pesquisa sobre a "A Marcha para o Oeste". A professora/pesquisadora ainda desenvolve atividades vinculadas à graduação e pós-graduação dos cursos de Letras da UEMS de Campo Grande-MS. Ainda atua nas atividades do NES - Núcleo de Estudos em Semântica do Acontecimento.

 

Resumo:

Os estudos iniciais sobre a significação na linguagem vêm sendo desenvolvidos desde a antiguidade em disciplinas como a filosofia e a retórica. Porém, conforme Guimarães (2005), após o marco de fundação da semântica como disciplina das significações, com Brèal (1883) e da publicação dos estudos de Saussure (1916), que culminou com a instituição da linguística como ciência, os estudos da significação se desenvolveram em diversas direções (o que pode ser observado, por exemplo, em Guimaraes, 2006; Pinto, 2012; Pires de Oliveira, 2012; Ferrarezi Junior e Basso, 2013).

Cada um dos estudos da significação desenvolvidos atualmente parte da consideração do tratamento da “língua” conforme estabelecido por Saussure, em detrimento da “fala”. Os estudos de Saussure apresentam a língua como um sistema de signos, cujo significado é o mesmo que “conceito”. A esse conceito é atribuída a noção de “valor”, que é estabelecida na relação de um signo com outros signos: “um signo só tem valor enquanto oposto a outro”.  Sendo que o significado de um signo é definido por ele ser o que os outros signos não são. Nessa direção, a relação de significação é estabelecida somente no interior do sistema que é a língua, fora da relação com o mundo (Guimarães, 2005; Pires de Oliveira, 2012).

Nessas relações de sentido apresentadas por Saussure (1915), ao estabelecer a língua como um sistema de signos, é excluído dos estudos da significação o referente, o mundo, o sujeito, e a história. Conforme Guimarães (2005) os estudos da significação, na atualidade, estão tentando inserir esses aspectos em seu objeto. Porém a  definição do objeto da semântica não é tarefa fácil. Conforme Pires de Oliveira (2012), é comum a afirmação de que o seu objeto é o “significado” das palavras e das sentenças, o que já não poderia conceituar a semântica da enunciação, por exemplo. A questão que se coloca, então, é que em qualquer abordagem é preciso primeiramente apresentar uma definição para o que é “significado”.

De acordo com a autora (idem) uma das dificuldades em apresentarmos uma definição para o significado está relacionada ao fato de que ele descreve situações de fala muito diferentes. Por exemplo: Qual é o significado de mesa? (significado de um termo); Qual é o significado dessa atitude? (significado de uma intenção não linguística); Perguntamos sobre o significado de um livro; o significado da vida; o significado do verde no semáforo; o significado da fumaça; e muitos outros.

Se essas questões todas se tornam um empecilho para a apresentação de uma definição para o “significado”, então há várias formas de defini-lo. Havendo, portanto, várias semânticas, cada uma elegendo sua noção particular de significado, respondendo diferentemente à questão da relação linguagem e mundo.

Desse modo, a significação é considerada como “uma relação entre elementos linguísticos”, entre as palavras na língua. Por exemplo: residência, casa, prédio tem relação entre si pela significação, mas não tem relação com carro, que teria relação com automóvel, caminhão, veículo. Estamos diante de uma posição estruturalista - para Saussure (1915) o significado é essa relação (por oposição) entre elementos linguísticos (signos).

Para além da compreensão da significação apenas como estrutura podemos considera-la como “uma relação entre elementos linguísticos e o mundo”. Desse modo a significação de casa é a sua relação com algo no mundo que é uma casa. Para essa posição deve ser considerado o sentido do enunciado, da sentença em que as palavras funcionam, considerando o que a palavra traz para a significação da frase.

“O que orienta a consideração da significação é a relação da frase, e das expressões que a compõem, com as situações no mundo às quais as frases se relacionam. A significação da frase são as condições nas quais ela é verdadeira”[1].

            A Semântica da Enunciação, herdeira do estruturalismo, parte da estrutura para analisar a “significação”. Essa Semântica combina a consideração da língua como estrutura, mais a colocação da língua em funcionamento pelo locutor, mais a relação do funcionamento da língua com suas condições sócio-históricas. Sendo a enunciação definida como o acontecimento no qual a língua funciona e, desse modo, constitui o sentido e, ao constituir sentido, constitui aquele que fala enquanto locutor e a seu interlocutor como destinatário[2] (GUIMARÃES, 1989, 1996, 2001, 2002, 2004, 2005).

            Conforme apresentamos acima, os domínios da Semântica são muitos e as abordagens da significação diferenciadas, pois cada proposta apresenta sua definição para esse termo. Assim, se por um lado, há uma diversidade de semânticas o que dificulta o estudo de todas elas, por outro, essa diversidade de estudos da significação permite uma maior compreensão do seu objeto. Na sequência apresentaremos o modo como a Semântica Formal aborda a significação.



[1] Essa questão será melhor abordada mais a adiante.

[2] A abordagem dessa teoria será melhor apresentada a seguir ao tratarmos da relação entre Semântica e Pragmática.


A proposta deste projeto é analisar, a partir do discurso de mulheres migrantes haitianas em Cuiabá, sua historia devida e o processo como migrante. Como metodologia, vamos estudar por meio da analise da historia de vida e analise de discurso de cinco mulheres trabalhadoras, negras,migrantes, vindas do Haiti e que vivem em Cuiabá, queremos analisar se a condição de gênero foi um fator que contribuiu ou não para a decisão de migração e o porque a escolha de Cuiabá como ponto de moradia.Tal  estudo se dará mediante a aplicação de entrevistas focadas, com questões norteadoras, onde buscaremos analisar o interdiscurso nas memórias destas mulheres migrantes e a materialidade do seu lugar e condição de gênero em sua historia social.

PALAVRAS-CHAVE: Migrações; Direitos Humanos, Gênero, Analise do Discurso

Coordenação:

Pós-Doutoranda: Irenilda Ângela dos Santos- UFMT

Supervisor: Marlon Leal Rodrigues ( NEAD/UEMS)

Pesquisa de Estágio Pós-Doutoral

 


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