Pesquisa 32

RELATÓRIO PARCIAL DE PESQUISA PÓS-DOUTORAL

 

A) TÍTULO DO PROJETO DE PESQUISA:

MARCADORES DE PESSOA E SISTEMA DE CASO EM TERENA

 

B) NOME COMPLETO DO COORDENADOR DO PROJETO E DOS INTEGRANTES DA EQUIPE EXECUTORA:

 

VALÉRIA FARIA CARDOSO – COLABORADORA (BOLSISTA PÓS-DOUTORAL/UNEMAT – CAPES/PNDN


A Profa. Dra. Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira (UEMS/FUNDECT/CNPq) apresenta a terceira etapa de sua pesquisa sobre a "A Marcha para o Oeste". A professora/pesquisadora ainda desenvolve atividades vinculadas à graduação e pós-graduação dos cursos de Letras da UEMS de Campo Grande-MS. Ainda atua nas atividades do NES - Núcleo de Estudos em Semântica do Acontecimento.

 

Resumo:

Os estudos iniciais sobre a significação na linguagem vêm sendo desenvolvidos desde a antiguidade em disciplinas como a filosofia e a retórica. Porém, conforme Guimarães (2005), após o marco de fundação da semântica como disciplina das significações, com Brèal (1883) e da publicação dos estudos de Saussure (1916), que culminou com a instituição da linguística como ciência, os estudos da significação se desenvolveram em diversas direções (o que pode ser observado, por exemplo, em Guimaraes, 2006; Pinto, 2012; Pires de Oliveira, 2012; Ferrarezi Junior e Basso, 2013).

Cada um dos estudos da significação desenvolvidos atualmente parte da consideração do tratamento da “língua” conforme estabelecido por Saussure, em detrimento da “fala”. Os estudos de Saussure apresentam a língua como um sistema de signos, cujo significado é o mesmo que “conceito”. A esse conceito é atribuída a noção de “valor”, que é estabelecida na relação de um signo com outros signos: “um signo só tem valor enquanto oposto a outro”.  Sendo que o significado de um signo é definido por ele ser o que os outros signos não são. Nessa direção, a relação de significação é estabelecida somente no interior do sistema que é a língua, fora da relação com o mundo (Guimarães, 2005; Pires de Oliveira, 2012).

Nessas relações de sentido apresentadas por Saussure (1915), ao estabelecer a língua como um sistema de signos, é excluído dos estudos da significação o referente, o mundo, o sujeito, e a história. Conforme Guimarães (2005) os estudos da significação, na atualidade, estão tentando inserir esses aspectos em seu objeto. Porém a  definição do objeto da semântica não é tarefa fácil. Conforme Pires de Oliveira (2012), é comum a afirmação de que o seu objeto é o “significado” das palavras e das sentenças, o que já não poderia conceituar a semântica da enunciação, por exemplo. A questão que se coloca, então, é que em qualquer abordagem é preciso primeiramente apresentar uma definição para o que é “significado”.

De acordo com a autora (idem) uma das dificuldades em apresentarmos uma definição para o significado está relacionada ao fato de que ele descreve situações de fala muito diferentes. Por exemplo: Qual é o significado de mesa? (significado de um termo); Qual é o significado dessa atitude? (significado de uma intenção não linguística); Perguntamos sobre o significado de um livro; o significado da vida; o significado do verde no semáforo; o significado da fumaça; e muitos outros.

Se essas questões todas se tornam um empecilho para a apresentação de uma definição para o “significado”, então há várias formas de defini-lo. Havendo, portanto, várias semânticas, cada uma elegendo sua noção particular de significado, respondendo diferentemente à questão da relação linguagem e mundo.

Desse modo, a significação é considerada como “uma relação entre elementos linguísticos”, entre as palavras na língua. Por exemplo: residência, casa, prédio tem relação entre si pela significação, mas não tem relação com carro, que teria relação com automóvel, caminhão, veículo. Estamos diante de uma posição estruturalista - para Saussure (1915) o significado é essa relação (por oposição) entre elementos linguísticos (signos).

Para além da compreensão da significação apenas como estrutura podemos considera-la como “uma relação entre elementos linguísticos e o mundo”. Desse modo a significação de casa é a sua relação com algo no mundo que é uma casa. Para essa posição deve ser considerado o sentido do enunciado, da sentença em que as palavras funcionam, considerando o que a palavra traz para a significação da frase.

“O que orienta a consideração da significação é a relação da frase, e das expressões que a compõem, com as situações no mundo às quais as frases se relacionam. A significação da frase são as condições nas quais ela é verdadeira”[1].

            A Semântica da Enunciação, herdeira do estruturalismo, parte da estrutura para analisar a “significação”. Essa Semântica combina a consideração da língua como estrutura, mais a colocação da língua em funcionamento pelo locutor, mais a relação do funcionamento da língua com suas condições sócio-históricas. Sendo a enunciação definida como o acontecimento no qual a língua funciona e, desse modo, constitui o sentido e, ao constituir sentido, constitui aquele que fala enquanto locutor e a seu interlocutor como destinatário[2] (GUIMARÃES, 1989, 1996, 2001, 2002, 2004, 2005).

            Conforme apresentamos acima, os domínios da Semântica são muitos e as abordagens da significação diferenciadas, pois cada proposta apresenta sua definição para esse termo. Assim, se por um lado, há uma diversidade de semânticas o que dificulta o estudo de todas elas, por outro, essa diversidade de estudos da significação permite uma maior compreensão do seu objeto. Na sequência apresentaremos o modo como a Semântica Formal aborda a significação.



[1] Essa questão será melhor abordada mais a adiante.

[2] A abordagem dessa teoria será melhor apresentada a seguir ao tratarmos da relação entre Semântica e Pragmática.


Nesta sexta-feira (26/02), às 14:30h a Profa. Michelli Fernanda de Souza defendeu sua dissertação, Mestrado Acadêmica da UEMS de Campo Grande, pesquisa titulada de “Discursividade sobre Violência Física e Simbólica no Ambiente Escolar”. O trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Marlon L. Rodrigues, a banca foi composta, além do orientador, pela Profa. Dra. Nara Maria de Fiel Quevedo Sgarbi (UNIGRAN), Prof. Dr. Antonio Carlos Santana de Souza (UEMS/CEPAD).  

A pesquisa abordou os discursos sobre violência física e simbólica na escola, considerando o ambiente escolar é marcado por sua historicidade, espaço que se constitui de práticas discursivas e não discursivas cujo objetivo está voltado para formação do cidadão a partir de um conjunto de saberes e conhecimentos, no entanto, a escola tem sido um lugar de “constrangimento, violência, coação, força física, agressão moral” etc. A escola não está imune aos discursos que circulam socialmente, pois a escola é um dos espaços que compõem o sentido de sociedade.

 

Em breve a dissertação estará disponível no site do Mestrado Acadêmico.


Palestras sobre Políticas Públicas Anti-drogas.

 

As professores Maria de Souza Rodrigues e Irenilda Angela dos Santos (UFMT) proferiram palestras para o curso de Letras da UEMS Campo Grande-MS.

Elas atuam nos cursos de graduação e Mestrado em Assistência Social da Universidade Federal de Mato Grosso - Cuiabá.

Elas desenvolvem pesquisas de pós-doutoramente junto ao Mestrado Acadêmico em Letras.

 

Resumo:

 

As discussões e debates para a consolidação da Política Nacional sobre Drogas tiveram início em junho de 2004, quando a Secretaria Nacional de Álcool e Drogas - SENAD - promoveu o Seminário Internacional “Políticas Públicas sobre Drogas”, com a participação dos países, Canadá, Holanda, Itália, Portugal, Inglaterra, Suécia e Suíça. Na ocasião, os participantes apresentaram síntese das políticas sobre drogas adotadas por seus respectivos governos, pontuando avanços e desafios enfrentados.

Posteriormente a SENAD em parceria com os Conselhos Estaduais Anti-Drogas/Entorpecentes, realizou seis fóruns regionais nas cidades de Florianópolis, São Paulo, Salvador, São Luís, Manaus e Campo Grande/MS, que compreende as regiões Sul, Sudeste, Nordeste 1 e Nordeste 2, Norte e Centro-Oeste, com apoio dos respectivos governos.

O Fórum Nacional sobre Drogas, a partir das contribuições resultantes do Fórum Internacional e discussões extraídas dos Fóruns Regionais consolida o realinhamento da Política Nacional Anti-Drogas vigente a partir de 2001.

A consolidação da Política Nacional sobre Drogas/2005 traz como prerrogativa a descentralização, democratização e a intersetorialidade das ações nos municípios brasileiros, que implica aos gestores das diferentes esferas e da política pública sobre drogas, bem como a sociedade, assumirem compromisso conjunto ao enfrentamento das grandes e crescentes demandas que envolvem a questão.

No cenário brasileiro e internacional Mato Grosso é visto como um Estado que se encontra na rota de escoamento da cocaína, maconha e outras Drogas. Mas também há que se considerar a dimensão territorial, com largas fronteiras secas e divisa com países produtores de drogas. Tais circunstâncias contribuem para o agravamento crescente dos índices de violência, de criminalidade e na disseminação do uso e abuso de drogas em todas as camadas sociais que desencadeia a dependência de substâncias psicoativas e suas consequências.

A problemática do uso de drogas sobrecarrega as instituições governamentais e não governamentais com prejuízos incalculáveis a esfera pública e civil. As famílias vivenciam o adoecimento doméstico desencadeado pelo familiar adicto às drogas lícitas e ilícitas, que assume um caráter epidemiológico e implica em elaborar, implementar e se efetivar política pública.

Frente a todas estas considerações o Governo de Mato Grosso entendeu ser primordial a construção de uma Política Estadual sobre Drogas, ao procurar refletir e discutir a questão, no sentido de desencadear o processo de formulação desta Política, consubstanciada nas recomendações e parâmetros da Política Nacional sobre Drogas - PNAD - de 27 de outubro de 2005. Nesta perspectiva, determinou que procedesse a sua formulação realinhada à PNAD, porém em consonância com a realidade mato-grossense.

Sob essas bases, o Governo atribuiu à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos/SEJUDH desenvolver ações que subsidiasse a construção e a implantação da Política Estadual sobre Drogas.

O Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas - CONEN, por meio de sua Coordenadoria Executiva de Políticas sobre Drogas - COAD, vinculado a SEJUDH, enquanto órgão executivo, desenvolve atividades e ações com objetivo de articular, fomentar, financiar, acompanhar, capacitar, monitorar e avaliar as organizações governamentais e não governamentais na sociedade referente às ações de políticas sobre drogas, bem como a operacionalização de todo o processo de elaboração da Política Estadual sobre Drogas.

Desta feita, a COAD/MT/SEJUDH contratou com dispensa de licitação a UFMT por meio de sua interveniente Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso - UNISELVA, para realizar a Pesquisa 131CAP/2011/PROPEQ “O Desvelar da Realidade do Atendimento aos Usuários de Drogas em Mato Grosso” e dentro deste processo de investigação na tipologia de Pesquisa Ação reelaborar o projeto; efetivar a negociação entre proponente/contratante (COAD/MT), contratada UFMT; construção dos 06 (seis) instrumentais de coletas de dados; planejamento e realização dos 15 Fóruns Regionais e do Estadual e demais etapas contidas no referido projeto.

Ressalta-se que o presente estudo teve como objetivo geral investigar a realidade acerca das drogas para subsidiar a elaboração e implantação da Política Estadual sobre Drogas em Mato Grosso - PEAD/MT. Este se desdobrou em quatro objetivos específicos: investigar a realidade das Instituições que trabalham com a temática - drogas em Mato Grosso; realizar 15(quinze) fóruns regionais e 01(um) Estadual voltado ao desvelar realidade sobre drogas em MT; apresentar a Política Nacional sobre drogas (PNAD) nos fóruns regionais; contribuir na construção e implantação da Política Estadual sobre Drogas em Mato Grosso.

A formulação da Política Estadual sobre Drogas exigiu esforços compartilhados entre todas as esferas do poder público e da sociedade, voltados aos eixos da PNAD: prevenção, tratamento, recuperação e reinserção social, redução de danos sociais e à saúde, a redução da oferta de drogas e estudos, pesquisas e avaliações que proporcionou um olhar sobre as experiências, reflexões e posicionamentos resultantes dos 15 Fóruns Regionais e 01 Fórum Estadual que, efetivamente contribuiu no apontamento às novas dimensões e diretrizes para com o objeto de estudo - as drogas no Estado.

Uma Política Pública constitui referencial fundamental para elaboração de planejamento, programas, projetos e pesquisas na realidade para a qual foi construída, no caso Mato Grosso e deve ser reformulada de acordo com o período estipulado pela instituição. Por outro lado uma política não se elabora sem dados, e a COAD/CONEN/MT com a referida pesquisa deu o primeiro passo nesta direção para subsidiar a elaboração da Política Estadual sobre Drogas.

Enquanto equipe Científica e Executiva dos Fóruns e Pesquisa/UFMT, corroborada no discurso do Promotor de Justiça Paulo Jorge do Prado no 11º Fórum Regional do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Vale do Arinos, em Juara/MT, torna-se necessário, além desta, outras pesquisas no sentido de elucidar os eixos da proposta da Política Estadual sobre Drogas, bem como o usuário e sua família, com financiamento advindo das instituições, uma vez que a pesquisa implica em custos elevados, tempo, planejamento, disponibilidade, qualificação dos pesquisadores e demais atores envolvidos no processo.

Nesta direção, a equipe científica da Universidade Federal de Mato Grosso apresenta os resultados da pesquisa “O Desvelar da Realidade acerca das Drogas em Mato Grosso”.

O tema da Pesquisa foi grandioso, ousado e gerou grandes expectativas e teve como finalidade contribuir na elaboração da Política Estadual sobre Drogas e não verificar quais e quantos são os seus usuários em Mato Grosso. Os dados obtidos no decorrer da investigação, serão apresentados conforme cada eixo da Política Nacional Sobre Drogas - PNAD, especialmente a prevenção e o tratamento.

 


UEMS - Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Unidade Universitária de Campo Grande

 

BANCA DE QUALIFICAÇÃO DE MESTRADO EM LETRAS - ANÁLISE DO DISCURSO


A pesquisa linguística sobre o Contato de Línguas: o português e o guarani no Centro-Oeste brasileiro tem por objetivo apresentar uma análise descritiva do uso do português pelos kaiowá (guarani) que vivem em comunidades indígenas no Centro-Oeste brasileiro, numa região fronteiriça com o Paraguai. Em específico, buscamos descrever fenômenos linguísticos resultantes da situação de contato como adaptações ou acomodações fonéticas, alterações no padrão morfossintático da língua receptora, entre outros.


Profa. Dra. Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira, NEAD/UEMS/FUNDECT/CNPq

No dia 02 de maio de 2016 reuniu-se na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, na sala 09 do piso superior do Bloco Azul, a equipe de pesquisadores que compõem o projeto: “Os sentidos de índio na marcha para Oeste: uma análise na mídia jornalística de Mato Grosso/Mato Grosso do Sul”.


Com essa pesquisa pretendemos compreender como em Mato Grosso/Mato Grosso do Sul, no momento da marcha

para Oeste, que ocorreu do final da década de 1930 a meados de 1940, os sentidos de “índio” se constituem na relação

com a história e com a sociedade. Consideramos que naquele momento foram constituídos alguns modos de

significação em relação ao indígena que são parte de um funcionamento imaginário que se mantém em nossa

sociedade até hoje, e que afeta os índios atribuindo-lhes alguns lugares de significação e negando outros.


UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL

UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CAMPO GRANDE

MESTRADO PROFISSIONAL EM LETRAS

QUALIFICAÇÃO DE PROJETO

 

Data: 28/03/2017

Projeto: Leitura e Produção Textual no Ensino Médio

 

Orientada: Eliana Costa Bessa

 

Orientador: Prof. Dr. Marlon Leal Rodrigues

 

Banca de Qualificação de Projeto

 

Prof. Dr. Marlon Leal Rodrigues

Prof. Dr. Miguel Eugenio Almeida

Profa. Dra. Rosimar Regina Rodrigues de Oliveira

 


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