S E M I N Á R I O LINGUAGEM E HISTÓRIA: CEM ANOS DA REVOLUÇAO RUSSA Featured

Notícias Written by  Quarta, 02 Agosto 2017 00:00 font size decrease font size increase font size
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Prof. Dr. Marlon Leal Rodrigues

CEPAD/NEAD/UEMS

www.cepad.net.br/eventos

Prof. Dr. Getúlio Raimundo de Lima

SED/MS-CG

Parceria: Movimentos Populares

Data: 26/08/2017

Período: Matutino, Vespertino e Noturno

UEMS: Av Dom Antonio Barbosa (MS-080), 4.155, em frente ao Conjunto José Abrão. CEP 79115-898 Campo Grande – MS

 

Apresentação

 

Uma das formas de compreender alguns aspectos das “discursividades” (ORLANDI, 1999) de um dos mais significativos “acontecimento” (PÊCHEUX, 2002) dos últimos séculos, sem dúvida foi e é a Revolução Russo de 1917. Ainda hoje, após cem anos ela continua reverberando seus sentidos de forma diversa em relação às outras guerras e movimentos populares de grandes proporções. A Revolução Russa que teve Sua culminância com o fim a EX-URSS nos anos noventa, ainda causa um sentido de ressentimento naqueles que se constituem enquanto “militante” (RODRIGUES, 2017) em sua “posição sujeito” (ORLANDI, 2012) de esquerda, mas não o fim de ideário comunista.

Ao longo das décadas e principalmente depois do fim as “repúblicas unidas”, especialistas de todas as áreas do conhecimento vêm se debruçando em reflexões e análises. Muitas das conclusões convergem para o ponto comum afirmando que ela foi possível em decorrência do “atraso” do capitalismo, outras apontam para questões sobre a miserabilidade com mola propulsora, ou seja, revolução se faz a partir da miséria, ou ainda, com um ideário. Poderíamos abordar diversos pontos, além dos citados, no entanto, o que no interesse apenas é uma “provocação” e discutir a sua atualidade ou não em termos de propostas e resultados.

Se considerarmos as grandes guerras que ao longo da humanidade que ficaram registradas, nenhuma delas possui uma discursividade “intrigante”, por exemplo: seja qual for o motivo das diversas guerras e revoluções, nenhuma tinha como proposta o fim das classes dominantes, mas apenas a troca de poder por grupos; nenhuma delas, nem mesmo as religiosas, pregou a igualdade efetiva entre os homens, igualdade em direito, igualdade de representação política, social, igualdade de bem-estar-social comunitário sem hierarquização.

Muitas guerras visaram libertar-se do jugo de outros povos ou substituir um governo pelo outro, entre outros, mas não havia propostas diferentes de divisão social e política dos bens produzidos, não havia nenhuma proposta em relação a um outro tipo de Estado ou, muito menos, uma proposta de um novo tipo ou projeto de vida. As propostas de forma geral eram substitui governos autoritários ou indiferentes ao povo por outros menos indiferentes. Pode-se dizer ainda que nenhuma revolução, como a Revolução Russa, teve como projeto ousado colocar o homem no centro do planejamento social e político. Cem anos depois, podemos dizer que eles ousaram, e mais do isto, o projeto da Revolução Russa seria possível se fosse internacionalizado e muitos levaram a “boa nova” para todos os trabalhadores do mundo de exploração e expropriação, a resistência ao ideário da revolução não foi menos intensa.

Não se tratava de tirar um rei, um czar, um governante simplesmente para colocar um outro que promovesse um bem-estar-social ou que avançasse no desenvolvimento econômico do país tendo vista o povo sem exploração. Foi muito mais além, na ousadia afirmaram que poderia se viver sem exploração do homem pelo homem, que se poderia reeducar o homem para uma nova sociedade sem classes, sem reis, sem czares, sem governantes, sem patrões e muito mais do que isto, que o poder seria do povo, para o povo e pelo povo sem nenhuma referência a democracia capitalista grega que concebe a divisão de classe; a ousadia diz respeito a uma democracia construída pelo proletariado, uma democracia fraternal ao “pé da letra”.

Cem anos depois, temos seus resultados, suas controvérsias e “efeitos de sentidos” (PÊCHEUX, 1997) que ainda demandas outras questões, releituras. Ainda, é possível conceber que discursivizamos pouco sobre a Revolução Russa e sua proposta, caso contrário, o capitalismo talvez já estivesse em “xeque-mate.”

O “Seminário em Linguagem e História: Cem Anos da Revolução Russa” é um acontecimento que tem deixado muitos em estado de alerta. É uma reflexão sobre a ousadia de que é possível educar o homem para uma nova sociedade. Este projeto teve apenas um primeiro “ensaio”.

Nesse sentido, os Cem anos da Revolução Russa e o comunismo e tudo o que dele decorre hoje se apresentam para boa parte da humanidade como um ideal, se considerarmos o avanço do capitalismo, mesmo com suas crises cíclicas, o comunismo é para muitos apenas uma ideia que não deu certo, a bem da verdade, muitas conquistas ainda hoje são silenciadas. Em um futuro, no entanto, talvez próximo, considerando o tempo histórico, comunismo será uma proposta contra a escravidão generalizada, contra o fim dos Estados Nacionais, pois, os países serão geridos por grupos econômicos (hoje de forma indireta já se apropriaram de Estados, Municípios e governos) em que a lei não fará mais sentido, em que o direito ficará “in-significado” (ORLANDI, 198). O comunismo será a bandeira de todos os oprimidos, não apenas os comunistas de ontem que ousaram e o de hoje.

O objeto de nossa reflexão: Os Cem Anos da Revolução Russa e as dimensões de seus efeitos. Objetivos: Refletir sobre o acontecimento da Revolução Russa: seus resultados efetivos; desenvolvimento do projeto; influência e alcance ideológico; reflexões sobre sua atualidade ou não. Metodologia: Para compor as discussões, teremos uma fala de abertura e encerramento, e ainda quatro meses com dois ou três palestrantes.

 

Programação: 26/08/2017

www.cepad.net.br/eventos

Abertura – 08:00

Prof. Dr. Getúlio Raimundo de Lima – SED/MS

Prof. Dr. Marlon Leal Rodrigues - NEAD/UEMS

Mário Cesar Fonseca da Silva – Presidente do PCdoB

Agamenon Rodrigues do Prado- Presidente do Diretório Municipal do PT

 

08:10 – 08:30n

Performance

Alguimar Amâncio da Silva

 

Filme: 08:30 – 09:00h

 

“Eles Se Atreveram - A Revolução Russa de 1917”

 

Mesa 01 - 09:00 - 10:00hs

Estado, partidos e classes sociais na Revolução Russa

Palestrante: Dep. Pedro Kemp – PT/MS

 

Intervalo: 10:00 - 10:15hs

 

Mesa 02 - 10:15h - 11:50h

Protagonismo das mulheres na Revolução Russa

Palestrante: Profa. Dra. Ana Arguelho de Souza

 

Mesa 03 - 13:30h - 14:30h

Legados da Revolução Russa e o socialismo na atualidade.

Palestrante: Mário Cesar Fonseca da Silva – Presidente do PCdoB

Palestrante: Prof. Dr. José Barreto dos Santos – NEAD/UEMS

 

Intervalo: 14:30h – 14:45h

 

Mesa 04 - 14:45- 16:40n

Revolução Russa e crises do capitalismo no século XXI: Tendências, linhas de lutas e perspectivas

Palestrantes: Prof. Me. Paulo Edyr Camargo

Palestrante: Prof. Dr. Volmir Cardoso Pereira

 

Encerramento – 17:00h – 17:30h

Prof. Dr. Getúlio Raimundo de Lima – SED/MS

Prof. Dr. Marlon leal Rodrigues - NEAD/UEMS

Agamenon Rodrigues do Prado- Presidente do Diretório Municipal do PT

Mário Cesar Fonseca da Silva – Presidente do PCdoB

 

Performance

Alguimar Amâncio da Silva

 

Endereço:

Av Dom Antonio Barbosa (MS-080), 4.155, em frente ao Conjunto José Abrão. CEP 79115-898 Campo Grande – MS

 

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