PROERD E NEAD/UEMS FINALIZAM DIAGNÓSTICO PILOTO EM CAMPO GRANDE Featured

Notícias Written by  Segunda, 17 Julho 2017 00:00 font size decrease font size increase font size
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Hoje (14/07/2017) no Quartel da Polícia Militar (Parque dos Poderes), o Núcleo de Estudos em Análise do Discurso (NEAD) da UEMS de Campo Grande apresentou o resultado de três (03) anos de pesquisa em “ANÁLISE DO DISCURSO DO PROGRAMA EDUCACIONAL DE RESISTÊNCIA ÀS DROGAS: proposta de diagnóstico”. A equipe da pesquisa foi composta por professores da UEMS e da PM: Sargento Rudi Barcelos, Cabo Anderson R. Foster e Cabol Dieny G. S. de Silva Melo; e Prof. Dr. Marlon Leal Rodrigues, Profa. Dra. Rosimar R. R. de Oliveira, Profa. Ma. Elisangela L da S. Amaral, e Profa. Dra. Aline S. Chaves,. além dos alunos do curso de Letras da UEMS: Aline W. Soares, Angela M. Félix, Elifalete da Silva, Everton R. Simões, Fernando R. Campos, Laís R. Chaves, Lorrayne M. de Lima, Márcia A. da Cruz Silva, Marlene E. dos Santos, Mayara N. Alexandre, Mayra M. de A. Suzano, Noany V. C. de Barros, Talita de A. da Paula, e Viviani C. de Oliveira Leite.

A apresentação foi realizada para o Cel. Thomy A. L. Zerlot - Comandante do PROERD -, Maj. Air Cansanção, Maj. Sandra dos Santos, Cb Adriano Lemos e Cb. Nivaldo Rodrigues dos Santos.

O objetivo da pesquisa foi:

 

- analisar o funcionamento discursivo considerando a posição sujeito da comunidade escolar: alunos, ex-alunos (de outras séries), professores, coordenação pedagógica e direção em relação ao Programa;

- analisar o funcionamento do discurso de ex-alunos (fora da escola ou que já concluíram o ensino médio) e também de instrutores do PROERD e sua historicidade;

- analisar em que medida o Programa interpela os alunos para a prevenção de usos de produtos lícitos e ilícitos;

- analisar como se constitui a representação discursiva sobre “objetos e temas” do PROERD da comunidade escolar, não escolar (pais) e instrutores (policiais);

- procurar desenvolver instrumentos para análise em duas perspectivas: uma pontual, dos ex-alunos, e outra, progressiva, com a aplicação de questionários contínuos por semestre.

Já a problematização em relação ao dado quantitativo e qualitativo foi um desafio:

 

- analisar a discursividade de todas as escolas do Estado de Mato Grosso do Sul onde há atuação do PROERD. Vale ressaltar que há práticas discursivas regulares específicas em determinadas condições de produção e em outras não. Em relação ao Estado, há uma diversidade de formações etnicor-raciais em constante movimento: indígena, negros, europeus e mais recentemente os asiáticos. Pode-se ainda ressalta vasta região de fronteira externa;

- para testagem do questionário, foi escolhida uma escola[1] de piloto de Campo Grande, a escolha ficou por conta da Polícia Militar, pois, foi feito a partir de dados peculiares da própria Polícia;

- a proposta de envolver Policiais Militares na pesquisa foi uma reflexão importante, o que gerou uma dissertação mestrado, uma monografia de especialização (CB/PM Dienny Graciely Souto de Souza Melo). Isto representa que também a pesquisa está qualificando ou formando-os não apenas para esta a pesquisa, mas para outras. Na contra partida, foi importante para o NEAD compreender a leitura do dado qualitativo na dimensão das práticas sociais e suas opacidades que o dado quantitativo por si só não consegue abranger;

- corpus será a partir do questionário discursivo adequado a faixa etária e ano, antes e depois do contato com o PROERD, policiais militares que atuam no PROERD, ex-aluno do ensino médio, pais de alunos, comunidade escolar (diretora, coordenadora pedagógica, administrativo e profissional de apoio). Há uma questão significativa sobre aplicação de questionário em menores que requer autorização dos pais e da escola. Por se tratar de uma pesquisa diagnóstica do próprio PROERD, a autorização não se faz necessário;

- a elaboração do questionário no. 01 (apenas para alunos) foi realizada após diversas discussões, narrativa e material do próprio PROERD (cartilha e relatório). O questionário foi revisto e finalizado com todos os membros da equipe antes de ser aplicado;

- perfil do questionário: cabeçário, ficha, ano, identificação do aluno como voluntária, dezessete perguntas, espaço de cinco linhas apenas para responder;

- qualificação dos membros da equipe para trabalho de campo: pesquisadores, policiais, alunos da graduação (bacharelado e licenciatura) e a própria equipe do NEAD. Discussões sobre o quadro conceitual da Análise do Discurso;

- preparação para trabalho de campo, relatórios das aplicações, informações sobre a escola (bairro, nível social, ocorrências diversas etc.). Um ponto muito discutido, qual seria percentual de alunos que seria aplicado, cinquenta por cento (50%) foi o número;

- ritual de aplicação do questionário como elemento metodológico de relevância. Não comentar com alunos a respeito do que se trata o questionário, não esclarecer o responder nada sobre o questionário, avisar que colocar o nome é voluntário, que deve ler tudo o questionário antes de responder, pedir que o aluno, depois de terminado de responder, coloque o questionário no envelope em cima da mesa;

- além das perguntas constar ainda: nome, idade, sexo, religião, bairro, se mora com os pais ou outros, se há alguém na família fuma ou usa droga ilícita;

- foi desenvolvido um termo de sigilo para todos os participantes (Laís Rigolin Chaves, Marlene Eliane dos Santos, Noany Vieira Candido de Barros, Viviani Cavalcante de Oliveira, Leite, Everton Rodrigues Simões, Aline Werlang Soares, Elifalete da Silva, Angela Maria Félix, Fernando Ramos Campos, Lorrayne Marques de Lima, Talita de Almeida Paula, Márcia Aparecida da Cruz Silva, Mayra Mayquelle de A. Suzano, Mayara Nascimento Alexandre) sobre o que se poderia encontrar nos questionário, resguardar o sigilo. Neste ponto, foi levantada a seguinte questão: se algum aluno ou membro da comunidade escolar fazer alguma denuncia ou insinuar sobre violência sexual, simbólica e outras, qual seria a posição a Universidade? Ofertar ou não a denuncia? Após longas discussões, chegou-se a seguinte decisão que ainda está em fase de reflexão. A Universidade não oferecerá denúncia, pois, como há membros da Polícia Militar atuando em todas as etapas da pesquisa, o questionário será destruído e a Polícia Militar sem envolver a pesquisa e a Universidade, irá encaminhar atividades com pedagogos, psicólogos e Serviço Social e o Serviço Reservado para verificar se procede ou não a suposta denúncia. Esta questão causou um pouco de comoção no grupo pelos supostos sentido que poderia ser inscritos nos questionário;

- procedimentos de análise:

 

a) as perguntas discursivas para o momento da análise são desconsideradas a não ser que a resposta discurso remeta à pergunta discursiva, quando ocorre, a pergunta é colocada em nota rodapé;

b) a pergunta discursiva “provoca” a inscrição da discursividade. Selecionar os “textos” (ORLANDI, 1989) relacionados com as questões e problematização da pesquisa. O conceito de paráfrase é fundamental;

c) diante a totalidade das respostas, o analista em seu gesto, seleciona somente aquilo que se presta para sua análise de classificação, não se esquecendo que toda análise e classificação possui uma instabilidade. Se mudar de pergunta ou questão, os sentidos podem ser outro, se inscrever em outros discursos. Exemplo:

 

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d) o conjunto texto foi agrupado em discursos na medida em que um era paráfrase do outro de forma que pertenciam a um mesmo discurso e formações discursivas. O conjunto foi classificado em discursos. É um momento importante, pois um mesmo texto se presta há diversos discursos;

e) foi agrupadas todas as paráfrases discursivas em um mesmo discurso (já dito no tópico anterior), ou seja, em todo os questionário foi registrado as ocorrências dos textos e contamos as repetições. Foram aplicados trezentos e quatorze questionários (314) em (25/11/2015); dez (10) turmas: uma (01) quarta ano (4º.), duas quinto ano (5º), uma sexto (6º.), duas sétimo ano (7º.), duas oitavo ano (8º.), e duas nono ano (9º.); recortados três mil trezentos e vinte e noves (3.329) textos agrupados e quarenta e cinco (45) discursos;

f) o conjunto de texto e suas paráfrases representaram também um conjunto de discursos. Para exemplificar apresentamos três tipos de discursos e suas paráfrases:

 

Discurso Sobre a Representação de Drogas

(360) “Drogas são elementos muitos ruins para a nossa saúde e também para a nossa família.” (F. O1, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(377) “Drogas destro vidas” (F. O2, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(394) “Drogas são: Doenças causadas por coacina crack e outros tipos de drogas” (F. O3, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(409) “Droga pra mim é veneno porque ela faz mal pro nosso corpo.” (F. O4, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(422) “uma coisa ruim porque faz mal” (F. O5, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(434) “É uma coisa que não e permitida, ela faz muito mal e pode causar até a morte” (F. O6, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(449) “É uma coisa sem futuro para mim” (F. O7, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(453) “as drogas são porcarias” (F. O7, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(463) “Drogas para mim bem o próprio nome já diz mas eu acho que droga é estragar sua vida.” (F. O8, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(484) “as drogas são uma coisa que deixa a cara doida.” (F. O9, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(493) “não prejudiciais a saúde decaba com sua vida” (F. 10, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(502) “são muito ilegais, deixa a gente doido, Viciado e etc” (F. 11, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(513) “uma coisa muito ruim pra saúde, destrói sua vida, Ema droga literalmente” (F. 12, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(524) “Eu acho que drogas é a pior coisa que pode acontecer na sua vida” (F. 13, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(534) “drogas são efeitos toxco eu nuca quero fumar” (F. 14, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(541) “isso é muito errado” (F. 14, p. 05, 5º ano A, 11/2015);

(550) “para mim ção um nocho” (F. 15, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(561) “Drogas são para mim um negócio muito ruim e também pode destruir familías. (F. 16, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(563) “uma é mais fortes e a outra nem tanto forte.”(F. 16, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(582) “Drogas são muito mal para a saúde.”(F. 18, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(588) “Coisas que faz muito mal, você pode ficar maluco pode até morrer se ficar mexendo com drogas.” (F. 19, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(603) “uma coisa muito ruim prejudica sua saúde” (F. 20, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(616) “Drogas é aguma coisa que mata” (F. 21, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(628) “uma coisa ruim que visia as pessoas” (F. 22, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(639) “Drogas para mim, são remédios ou outras drogas que contenham substâncias que fazem mal à saúde, mas os remédios são drogas permitidas” (F. 23, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(655) “São coisas ruins que não faz bem para a saúde” (F. 24, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(665) “Porcaria” (F. 25, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(675) “uma coisa que nunca vo usa” (F. 26, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(690) “São um feneno muito perigoso que pode matar pode causar câncer de boca que são as drogas licidas” (F. 27, p. 03, 5º ano A, 11/2015).

 

- Destacamos quatro textos (360, 394, 449, 588) que representam o discurso como texto de base, os demais não serão analisados, são apenas para amostragem quantitativa.

 

Discurso Sobre os Efeitos das Drogas

(361) “Causa tonturas, mal estar, dor de cabeça” (F. O1, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(378) “causa mal estar e tontura” (F. O2, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(381) “a pessoa fica muito loca” (F. O2, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(383) “as pessoas não ve o que a drogas faz na sua vida” (F. O2, p. 04, 5º ano A, 11/2015);

(395) “Causam doenças como: câncer no pulmão pode apodrecer seu dentes pode acontecer acidentes.” (F. O3, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(410) “câncer de pumão, tontura e falta de respirar” (F. O4, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(423) “causa varias doenças” (F. O5, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(435) “Elas ficam violentas, desorientada, doente, passa muito mal ele perde sua vergonha.” (F. O6, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(438) “a pessoa usa drogas ail ela fica desorientada” (F. O6, p. 04, 5º ano A, 11/2015);

(450) “Sim violência, cansaso e etc” (F. O7, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(464) “Tontura, perda de coordenação, agumas provoca falta de ar.” (F. O8, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(494) “causa perda do raciocínio sem controle do corpo e câncer de pulmão” (F. 10, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(503) “deixam nós viciados e fica doida” (F. 11, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(514) “Alucinações naúse, perda do racionio, sem controle do corpo e câncer de pulmão” (F. 12, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(516) “vários países tem muito drogas” (F. 12, p. 04, 5º ano A, 11/2015);

(525) “Deixa você tonto e com vontade de brigar” (F. 13, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(527) “as drogas causa efeito que não são legai” (F. 13, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(535) “toce muito dores e você comesagospir muito” (F. 14, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(551) “tomtura, desgasto de energia e pode matar” (F. 15, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(553) “as drogas fazem perder a cabeça.” (F. 15, p. 04, 5º ano A, 11/2015);

(562) “Tontura, falta de ar, câncer no pulmão e etc.”(F. 16, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(583) “Eles fica loucos, separ a família e virá mendingo.”(F. 18, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(589) “Sei que deixa a pessoa maluca e pode morrer.”(F. 19, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(603) “uma coisa muito ruim prejudica sua saúde” (F. 20, p. 02, 5º ano A, 11/2015);

(617) “pode matar ou ter cançer” (F. 21, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(629) “tontura, falta de ar,canser e etc.” (F. 22, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(649) “saber as doenças que podem acontecer.” (F. 23, p. 06, 5º ano A, 11/2015);

(656) “causa dor de cabeça pode ater morrer e vários outras coisas.” (F. 24 , p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(666) “causa muita lesões e fica querendo mais.” (F. 25, p. 03, 5º ano A, 11/2015);

(669) “por que decha loco.” (F. 25, p. 06, 5º ano A, 11/2015);

(691) “câncer de boca dos pumoês e pode matar.” (F. 27, p. 03, 5º ano A, 11/2015).

 

- Destacamos quatro textos (381, 435, 503, 598) que representam o discurso como texto de de base, os demais não serão analisados, são apenas para amostragem quantitativa.

 

Discursos sobre PROERD

(370) “o proerd ensina a resistir as preções” (F. O1, p. 05, 5º ano A, 11/2015);

(388) “me ajuda a me previni” (F. O2, p. 06, 5º ano A, 11/2015);

(432) “nos ajuda muito” (F. O5, p. 06, 5º ano A, 11/2015);

(497) “para termos um futuro consiente sobre as drogas” (F. 10, p. 04, 5º ano A, 11/2015);

(498) “temos a consciência de que as drogas são ruins” (F. 10, p. 04, 5º ano A, 11/2015);

(499) “dizer não as drogas e fazer a escolha certa” (F. 10, p. 05, 5º ano A, 11/2015);

(500) “nos ajuda a tomar as decisões certas” (F. 10, p. 05, 5º ano A, 11/2015);

(517) “Para termos consiente sobre as drogas” (F. 12, p. 05, 5º ano A, 11/2015)

(530) “Eu aprendi a me defender diante de problemas” (F. 13, p. 06, 5º ano A, 11/2015);

(543) “eu estou preparado pra tudo” (F. 14, p. 05, 5º ano A, 11/2015);

(545) “ele meincinou muitas coizas” (F. 14, p. 05, 5º ano A, 11/2015);

(554) “aprendi muito no proerd.”(F. 15, p. 04, 5º ano A, 11/2015);

(557) “lá euposso aprender”(F. 15, p. 07, 5º ano A, 11/2015);

(636) “previni as drogas”(F. 22, p. 06, 5º ano A, 11/2015);

(652) “me ensinou coisas que eu não sabia”(F. 23, p. 07, 5º ano A, 11/2015);

(658) “ela ensina a não seguir os caminhos das drogas que é ruim”(F. 24, p. 05, 5º ano A, 11/2015);

(662) “o proerd já me ajudou ver que não é bom drogas”(F. 24, p. 06, 5º ano A, 11/2015);

(663) “drogas não é legal”(F. 24, p. 07, 5º ano A, 11/2015);

(698) “para aprender mais”(F. 27, p. 06, 5º ano A, 11/2015);

(701) “muito importante”(F. 27, p. 07, 5º ano A, 11/2015).

 

- Destacamos quatro textos (370, 499, 530, 658) que representam o discurso como texto de base, os demais não serão analisados, são apenas para amostragem quantitativa.

 

g) a questão de recortar e quantificar as paráfrases e agrupá-las em discursos diferentes, não implica em uma análise diferenciada, possibilita compreender a inscrição dos textos e o que as mais diversas paráfrases podem significar. De uma outra posição, esta questão metodológica propicia ainda cálculo matemático e elaborar quadros de ocorrência;

h) o total de texto foi classificado em “Y” discursos, considerando que um mesmo texto é classificado em outros discursos e contado também. Cada discurso possui “x” ocorrência de textos. A questão é: do total de textos, qual é o percentual deles em cada discurso? E o que possa significar. É a partir destes dados que se monta a fórmula matemática para fazer as tabelas e gráficos para a PM abstrair suas reflexões em termo de ocorrência discursiva por escola e o que a ocorrência por oferecer em termos de regularidade e singularidade qualitativas, considerando o diagnóstico vai ser por cada escola;

i) ao classificar o discurso com “X” textos, analisa-se os textos mais significativos de cada discurso que pode ser individual ou em conjunto. O quantitativo é reduzido ao qualitativo sem perda. Temos o seguinte:

 

 

Total de textos recortados em todos os questionários: 3.329

Total de discursos classificados em todos os questionários: 45

Total de ocorrência de textos nos discursos (azul) por ano

Cor laranja, percentual de ocorrência no discurso a partir do total geral dos textos

 

- Para os professores do PROERD é significativo saber o tipo de sentido que os alunos constroem dele em diversos anos para se possa ter um retorno dos efeitos de suas práticas.

 

j) as inúmeras paráfrases e discursos representadas em tabela e gráficos contemplam a problemática colocada pela Polícia Militar. Os dados serão tabelas e gráficos, lidos e interpretados a partir de instrumentos próprio do PROERD, no entanto, considerando análise qualitativa de cada discurso.

 

O relatório final em está em fase de revisão e deverá ser apresentado em agosto.

 



[1] Escola Municipal Brígida Ferraz Foss, bairro Jacy. A aplicação do questionário foi feita por três (03) em 25/11/2015, como já foi dito, alunos da graduação, professores do PROERD e professores do NEAD.

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