BANCA DE MESTRADO: A LINGUÍSTICA PELO ESTUDO DA ENUNCIAÇÃO - CLEUBER CRISTIANO DE SOUA Featured

Notícias Written by  Sexta, 24 Março 2017 00:00 font size decrease font size increase font size
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA, NÍVEL MESTRADO E DOUTORADO

Sede - Cáceres-MT

 

Título: A Linguística Pelo Estudo da Enunciação

 

Horário: 09:00h

 

Defesa:

Cleuber Crisitano de Souza

 

Orientador:

Prof. Dr. Taisir Mahmudo Karin

 

Banca:

Prof. Dr. Taisir Mahmudo Karin - UNEMAT  - Presidente da Banca

Profa. Dra. Ana Maria Di Renzo - UNEMAT - Membro

Prof. Dr. Marlon Leal Rodrigues - UEMS - Membro

 

Suplente:

Prof. Dr. Patrick L. Sebastien Serriot

Profa. Dra. Jucineide Macedo Karin

 

RESUMO

 

A semântica do Acontecimento é uma teoria que possibilita, a partir de uma análise linguística, mobilizar os múltiplos sentidos constitutivos de uma materialidade linguística fundamentada no materialismo histórico. Esse lugar específico de observação nos permite analisar o movimento de uma expressão linguística que, inicialmente se apresenta como descrição de algo, mas ao sofrer um deslocamento semântico passa a se apresentar enquanto nome tomamos este estudo a partir de uma perspectiva enunciativa, pela atualização do dizer. Neste estudo, tomando a linha de pesquisa Estudos e Análise dos Processos Discursivos e Semânticos, apresentaremos as teorias linguísticas como base ou fundamento para uma pesquisa do acontecimento linguístico da enunciação, com fulcro nos sentidos que emergem no processo de nomeação, considerando este um acontecimento enunciativo. Analisamos a designação enunciativa da expressão Mato Grosso na letra do hino do estado de Mato Grosso. Vamos observar como isso, ao semantizar identifica social e culturalmente os habitantes que ali vivem. Neste movimento semântico enunciativo, os sentidos são construídos e reconstruídos e o processo de semantização dessa expressão passa a identificar um povo em especial. A instabilidade deste deslizamento semântico da enunciação não permite a fixidez da descrição literal ou a denotação. O acontecimento ao temporalizar relaciona e ao relacionar e inscrever a história no tempo da enunciação, pinça-se um ser que não é físico, nem tampouco vive em um mundo físico e, sem centralidade no sujeito empírico, irrompe pelo social, pelo simbólico e pela história.

 

Palavras-chave: Linguagem. Linguística. Enunciação. Ensino.

 

 

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