Professores do NEAD/UEMS/UNEMAT Participam do Sexto Seminário Internacional América Platina (VI SIAP) Featured

Notícias Written by  Domingo, 11 Setembro 2016 00:00 font size decrease font size increase font size
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Professores do NEAD/UEMS/UNEMAT Participam do Sexto Seminário Internacional América Platina (VI SIAP)Prof. Dr.

 

Marlon Leal Rodrigues NEAD/UEMS, Coordenador da Mesa,

Prof. Dr. Paulo Cesar Tafarello, NEAD/UNEMAT

Profa. Dra. Irenilda Ângela dos Santos. GPSSG/UFMT.

 

DISCURSO: MULHER, VIOLÊNCIA E RESISTÊNCIA

Nas últimas décadas os movimentos sociais e populares têm constituído um espaço de discursividade, entre eles, o que questiona os sentidos históricos da posição sujeito da mulher na sociedade. Não se trata de um movimento pontual, mas de uma demanda que coloca em pauta não apenas os direitos à igualdade, mas de uma reconfiguração dos sentidos em sujeitos de posições diferentes que se constituam em uma relação de alteridade e não de subordinação que deforma os sentidos da posição mulher e a deformação tem implicado na violência, só se violenta aquilo que se considera já deformado na relação. É exatamente o sentido de violência que se constitui na deformação do outro enquanto subordinado historicamente. Conforme Pêcheux, “não há dominação sem resistência (...) é preciso ousar pensar por si mesmo”, no entanto, a resistência é uma construção que em cada momento histórico se reveste se sentidos diferentes, sentido que não está apenas nas bordas dos outros, mas no próprio sujeito que sofre a violência. Talvez seja um ponto de partida, pois, os limites entre o “eu” o “tu” não é imposto apenas pelo “tu”, mas na medida em que “eu” também se constitui nas bordas dos “tu”. Há um pré-construído na ordem do cotidiano que reverbera que “os outros fazem aquilo com a gente porque a gente permite”. Tem-se, assim, a formação de uma tensão sentidos, muito embora possa haver simplificação das relações sociais, mas as formas de resistência representam a tensão de um lado e a reconfiguração imposta de si na presença outro o que leva a uma imposição perante o outro. Nesse, a violência contra a mulher e suas formas de resistência implica em reconhecer o recuo dos sentidos do discurso machista na medida que a imposição de uma alteridade é instaurada pelas lutas das mulheres. O direito conquistado não implica em reconhecimento, o recuo da violência não significa a conquista da alteridade, ser tratado como diferente não leva a significar o fim da deformação, pois, a conquista só será uma conquista pela igualdade quando não haver mais necessidade de lei, de reconhecimento, e de luta. Enquanto isto, as fronteiras onde se trava o embate dos sentidos devem estar imbuídas de um processo pedagógico sempre revitalizado para não desgastar os sentidos e torná-los sem efeito de sentido, o que sempre permite o retrocesso e outras formas de violência.

 

Palavras-Chave: Discurso, Mulher, Violência e Resistência.

Site do Evento: http://eventos.sistemas.uems.br/pagina/p/vi-seminario-internacional-america-platina-e-i-coloquio-unbral-de-estudos-fronteiricos

 

 

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